Costanza Pascolato- the fashion's queen

entrevistada pela live do SPFW
Quem poderia imaginar o SPFW sem a sua rainha?Aproveitando a sua live com Paulo Borges,na semana passada,queremos refletir alguns aspectos dessa verdadeira rainha e sua  trajetória no mundo da moda...
Quando a Revista Mag fez o ensaio de moda com Constanza ,produzida como uma deusa-fashion,ficou clara a mensagem....Afinal todos se sentem como o modelo nu a seus pés.Ela é seguramente a nossa rainha fashion...
Conheço Constanza há quase cinquenta anos,desde que ela era editora de moda da Revista Claudia Moda,eu correndo atraz dela pelos corredores da Fenit,cobrando dela que meus clientes de "moda jovem" participassem dos editoriais da revista.
Acompanhei a saída de Costanza da Abril ,sua passagem pela Vogue e sua entronização no SPFW ,como a principal figura da imprensa de moda. Ela afirma na live que o SPFW foi o principal acontecimento na moda brasileira,nos últimos anos...
Sua mãe,D. Gabriela Pascolato também foi rainha no SPFW e era recebida nas salas de desfiles, antes do início dos desfiles,como figura honorária e icônica. Costanza declara que foi por idéia dela que a Sta Costanza passou a exportar e vender seda no Brasil,numa época no após guerra em que no Brasil só haviam tecelagens fabricantes de algodão,como a Bangu e a Nova América.
A Santa Constância teve um papel relevante na moda brasileira,pelas idéias comerciais inovadoras de D. Gabriela e pelo manancial de informações de moda que Constanza trazia visitando todos os desfiles dos estilistas europeus.
Sucessoras de Costanza,suas filhas,também continuando a carreira da mãe na Europa e visitando os salões e desfiles europeus, a ajudaram a escrever livros de moda.  Constanza comenta o livro "O Essencial" que discute os novos momentos da moda e fala da Hipnose do Excesso,a compra de inutilidades que impera no mundo de hoje.Ela fala que hoje (após pandemia) as lojas precisam mudar...Ela acha que o futuro das lojas serão as"'lojas de comadre" no estilo da finita Daslu e que a compra será uma experiência de prazer e convívio social.Ela declara também que a moda deverá ser uma expressão social,um "invólucro" de aceitação da própria personalidade...Ela ,questionada por Paulo Borges,diz na live que tem 40 óculos,feitos especialmente para ela e que ficaram a marca da sua personalidade.
Tocando no assunto da indústria textil brasileira,ela afirma que o problema no Brasil é a total falta de união das tecelagens,confecções e lojistas,que dificulta o processo da consistência de uma moda brasileira.
Ajeitando com os dedos suas mechas brancas,estratégicamente colocadas no alto da testa,ela comenta que  não é empresária........."Trabalho para os Outros"...
E eu pergunto:Uma rainha... precisa empreender??????

Diaulas Novaes, o editor
 
Nota: a foto de Costanza publicada nesta reportagem é dos anos 80 numa  premialção do prêmio Destaque,do jornalista Edson Gonçalves para este editor,pelo reconhecimento de importantes campanhas de publicidade de moda.

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