Balanço da Década- matéria publicada em 2010

Transformações no Mercado da Moda- quase todas válidas em 2020

                        


 

Re-editamos esta matéria publicada no início de 2010 para mostrar que poucas coisas mudaram no panorama da moda.......Com exceção do dólar bem mais alto que dificulta as importações,todas as outras observações ainda são válidas.

Diaulas Novaees, o editor


                        


 


 


                      


 


                      


 


                       REFLEXÕES DE FIM DE DÉCADA:


 


                      Toda vez que um ano termina em zero, é hora de refletir. Afinal é o fechamento de uma década e não podíamos deixar de pensar sobre as principais transformações no mercado da moda, nestes últimos anos. Vamos salientar alguns pontos que foram relevantes nas mudanças do mercado brasileiro, em face da nova conjuntura internacional.


                       As observações são do editor, Diaulas Novaes.


 


 


 Principais focos de observação:


1)      A crise financeira afetou os mercados do primeiro mundo e colocou-se em discussão o Mercado do Luxo na Europa e nos Estados Unidos. Com as dificuldades de venda em função da crise, seus players desejam desembarcar no Brasil.


2)      O crescimento da China e Índia com mão de obra barata  ameaça a produção industrial brasileira em vários setores, principalmente nos manufaturados e na fabricação de tecidos.É mais barato importar tecidos desses mercados e também é mais barato confeccionar lá fora.


3) Com o crescimento do poder aquisitivo das camadas menos favorecidas da população brasileira,a moda passa


a ser democrática.Todos os segmentos do mercado têm acesso aos produtos da moda,facilitando o processo de massificação.O status não é mais pela roupa,pois todo mundo tem acesso à moda.


                    


4)      Com o desenvolvimento dos mercados das faixas C e D, há um esforço das marcas brasileiras e estrangeiras para atingi-los.Vários estilistas sofisticados fazem coleções especiais para lojas populares.A barreira


de impostos dificulta a entrada das marcas estrangeiras nos segmentos mais populares.


5) Com o dólar barato,as faixas mais privilegiadas viajam mais e compram mais lá fora.As grifes


estrangeiras estabelecidas no Brasil concorrem em preço,com as marcas de origem.


6)      Com o dólar barato, nem sempre é possível exportar, principalmente para o primeiro mundo


que tem o consumo reduzido pela crise. As indústrias brasileiras, que sempre exportaram,


voltam-se mais para o mercado brasileiro.Muitas abrem franquias para  viabilizar sua expansão.


7)      No Brasil, as feiras têxteis disputam o mercado da moda. Hoje, tentam se segmentar e


se regionalizam. Nenhuma consegue hegemonia de mercado, como na época da Fenit e Fenatec.


 De norte ao sul do país, proliferam e disputam o comprador.


8)      As feiras internacionais tentam se aproximar do mercado brasileiro ao perceber que o Brasil pode


se transformar no polo de comercialização para a América do Sul.A grande disputa é com a Colômbia e mais de longe com o Peru,que desponta no mercado textil.


9) Como está acontecendo no primeiro mundo ,muitas marcas brasileiras de moda  são vendidas para


grandes grupos que passam a gerenciá-las pela ótica financeira.O resultado é que algumas marcas se


despersonalizam e perdem o rumo no mercado.


                          


10)       A internet é o novo instrumento de informação e de decisão de compras de moda.Os novos


portais de moda  e os blogs,pela velocidade de informação completam o conteúdo da mídia


tradicional.Quase todas as marcas de moda utilizam o seu próprio site,par atingir compradores.


E,além disso,doravante,o processo de desenvolvimento de produtos passa a ter a participação


dos consumidores,ouvindo as mídias sociais,através da Internet.


 


Diaulas Novaes é consultor em branding e marketing de moda.


diaulas-biro@uol.com.br


 


   


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